Bravacinas | Desafios da imunização no Brasil
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Desafios da imunização no Brasil

desafios imunização

28 jan Desafios da imunização no Brasil

Os benefícios da imunização são comprovados pela erradicação de muitas doenças e diminuição de tantas outras. Mas, apesar da facilidade e segurança que as vacinas oferecem, inclusive gratuitamente na rede pública, a cobertura ainda não alcança os índices recomendados.

Alguns estudos investigam quais são as barreiras e desafios da imunização enfrentados no Brasil. Confira algumas delas.

Sistema de saúde

Existem muitas barreiras no sistema de saúde brasileiro em relação à imunização. Podemos listar o alto custo da compra das vacinas, o armazenamento (afinal é um desafio manter uma cadeia que garanta transporte, armazenamento em temperaturas adequadas num país tropical e de diferentes realidades de saúde como o Brasil).
A falta de vacinas por incapacidade de produção é uma situação infelizmente comum, resultando em um fornecimento tardio ou insuficiente à população. Com isso, podem haver mudanças temporárias nas recomendações sobre sua administração, retardando a aplicação de algumas doses, por exemplo.
É necessário ter um sistema de registro de informações adequado e eficiente para que o município que é responsável pela administração das vacinas entenda suas coberturas vacinais, que grupos são vulneráveis e que ele se articule com estratégias de saúde da população buscando os faltosos à vacinação. O surto de sarampo que vem acontecendo no país com um grande número de casos afetando a região Norte do país em estado como Amazonas e Roraima traduz esta complexidade.

Além disso, a falta de conhecimento de alguns agentes de saúde sobre as recomendações adequadas, pode influenciar muito na cobertura vacinal. Esses profissionais têm um papel fundamental no processo, educando a população sobre a importância, eficácia e segurança das vacinas.

Desafios familiares

Muitas famílias ainda têm receio e atitudes negativas em relação à vacinação. Isso se deve na maioria dos casos, pela falta de conhecimento. Entretanto, alguns outros fatores podem interferir nessa resistência, como a dificuldade de compreensão sobre os benefícios da vacinação, o medo da injeção e da “reação”, falta de compreensão sobre o calendário vacinal, logística de acesso e problemas econômicos.

Como a vacinação erradicou e minimizou muitas doenças, algumas delas desapareceram da memória. Com isso, a imunização foi considerada desnecessária por alguns grupos. Muitas famílias acreditam que os efeitos causados pela vacina são maiores que os provocados pela doença natural e por isso preferem enfrentar os riscos da doença.

Outro problema é a crença de que o excesso de vacinas pode enfraquecer o sistema imunológico, causando outros problemas e além disso,  grupos antivacinas, levam desinformação o que leva os pais a se questionarem sobre a eficácia e necessidade de vacinação.

Barreiras com crianças e adolescentes

A vacinação em crianças e adolescentes mais velhas é fundamental, afinal é nesta fase que o indivíduo recebe reforços e proteção contra doenças como infecção por HPV, meningites e difteria tétano e coqueluche. Também é o momento de analisar se as todas as vacinas recomendadas foram realizadas para completar a proteção adequada. Entretanto nesta fase da vida ainda há muita resistência e algumas barreiras a serem enfrentadas para que se alcance a cobertura vacinal desejada.

Como a vacinação depende quase que exclusivamente dos pais, e novamente informação adequada é fundamental. Entre os adolescentes é muito comum o medo das injeções e uma motivação bem estabelecida pode suplantar este medo. Na adolescência, os filhos já conseguem entender os benefícios, por isso é importante falar sobre eles. Alguns pais temem que estimular vacinação contra HPV pode induzir o adolescente a terem relações sexuais. Estudo realizados para analisar este tema mostram que vacinar contra HPV não leva a aumento da atividade sexual entre adolescentes.

Vacinação em adultos

A adesão à vacinação em adultos ainda é muito baixa. Isso se deve a uma série de fatores. Um deles é a falta de conhecimento, e a cultura de que vacina é assunto de criança.

Alguns acreditam que, como já são adultos, não precisam mais se vacinar. Essa ideia  equivocada faz com que varios adultos estejam expostos a hepatites A e B, doenças causadas por HPV, sarampo, caxumba, coqueluche, tétano e outras.  Além disso, muitas pessoas não sabem que, se perderam sua carteira de vacinação ou não sabem se receberam imunizações, podem refazer seu calendário vacinal e colocá-lo em dia.

Vacinação em idosos

O tema vacinação em idosos também é muito delicado e encontra muitos desafios. A resposta imunológica vai diminuindo com o passar do tempo, o que deixa os idosos mais suscetíveis a infecções. A longevidade obtida com os avanços na qualidade de vida torna ainda mais importante  neste grupo. Alguns estudos apontam que idosos com doença crônica, se bem orientados sobre as imunizações, têm mais chances de efetivamente se vacinar.

Podemos citar outras barreiras para este grupo como dificuldade de deslocamento, desconhecimento e benefícios  das vacinas.

As intervenções indicadas para melhorar a cobertura vacinal no Brasil são basicamente as mesmas para todos os grupos: melhorar a informação ao paciente. Mas além de ser um papel dos agentes de saúde, a busca por conhecimento também deve partir dos pais e familiares. Por isso, confira os calendários de vacinação da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), coloque suas vacinas em dia e garanta mais segurança para sua família.