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Doenças que podem ser tão ameaçadoras quanto a Covid-19 se não vacinar

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Nesses 12 meses de pandemia da Covid-19 no Brasil, sentimos na pele todos os percalços causados pelo surgimento de uma nova doença, como é difícil compreender seu ciclo de propagação e quanto esforço está envolvido na busca por uma vacina.

Na história do mundo, há casos de epidemias que levaram anos e até décadas para serem erradicadas. Devido ao conhecimento já existente e às tecnologias disponíveis hoje em dia, não precisamos esperar tanto e já existem várias vacinas contra o coronavírus sendo aplicadas no Brasil e ao redor do mundo.

Mas, uma lição que podemos levar de todos esses acontecimentos é a importância das vacinas enquanto agente controlador de doenças e promotor da saúde coletiva. Por isso, neste artigo, listamos as principais doenças, para as quais já existem imunizações, que podem ser tão ameaçadoras quanto a Covid-19 caso as pessoas não se vacinem.

Confira!

Difteria, coqueluche e tétano (vacina Tríplice Bacteriana)

A difteria é uma doença infecciosa causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae que pode se espalhar facilmente por meio de espirros e tosse. Entre seus sintomas estão febre baixa, dor de garganta e calafrios alguns dias após o contato com a bactéria. Quando não tratada precocemente, a infecção pode espalhar toxinas por todo o corpo e causar problemas muito graves, como dificuldade para engolir, paralisia e insuficiência cardíaca e/ou respiratória.

No caso da coqueluche (ou tosse comprida), que é causada pela bactéria Bordetella pertussis, são afetadas as vias aéreas superiores, provocando uma tosse severa e seca. Apesar da vacina existir desde os anos 1940, a comunidade científica ainda acredita que a doença é mais comum do que pensamos, em especial nos adolescentes. Por isso, a vacinação continua sendo importante.

Já o tétano, também conhecido como trismo (que vem do bloqueio ou o aperto dos músculos ao redor da mandíbula, que impede de abrir a boca ou engolir), é uma infecção grave e potencialmente fatal causada por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium tetani.

O germe está presente no solo e pode contaminar feridas até mesmo pequenas. No entanto, uma infecção é mais provável de ocorrer em perfurações profundas e aquelas contaminadas com sujeira, fezes ou detritos do solo. O tétano não é contagioso e, devido à imunização em massa, é raro nos dias de hoje.

Haemophilus influenzae tipo B (hemófilos)

O Haemophilus influenzae B (Hib) é uma bactéria que causava doenças graves, como meningite, epiglotite (inflamação da epiglote, na parte posterior da garganta) e, mais raramente, pneumonia e infecções de ouvido. Agora, elas são evitadas graças à vacinação.

Vale destacar que, apesar do nome dessas bactérias, elas não são responsáveis por gripes ou influenza, que são enfermidades provocadas por um vírus.

Sarampo, caxumba e rubéola (vacina Tríplice Viral)

Na metade do século XX, o sarampo foi uma doença comum. A vacina ficou disponível em 1963 e começou a ser usada no Brasil a partir de 1970. Nesses 40 anos, ele quase foi erradicado por aqui. No entanto, uma redução no número de pessoas vacinadas tem provocado um repique preocupante no número de casos.

O sarampo é causado por um vírus e pode se espalhar facilmente pelo ar quando uma pessoa infectada espirra ou tosse e quem está por perto inala as gotículas infectadas. Isso também acontece pelo contato direto com fluidos do nariz ou da boca de alguém já doente.

No caso da caxumba, se você cresceu antes que a vacina ficasse disponível, pode se lembrar de sua experiência com a doença, especialmente os inchaços desconfortáveis no lado de uma ou ambas as faces. A doença também é transmitida por meio de gotículas da tosse e pode causar outros sintomas, como febre, dor de cabeça, náuseas, fraqueza e dor nas articulações.

A rubéola também se tornou rara no Brasil devido à disponibilidade da vacina, no final de 1960. A doença é transmitida pelo contato íntimo ou pelo ar. Pessoas com rubéola ficam contagiosas vários dias antes do início dos sintomas e esse período de contágio ainda dura entre 5 e 7 dias após eles aparecerem.

Varicela (catapora) e Rotavírus

A varicela é uma doença muito contagiosa provocada por um vírus chamado Varicella zoster. Em geral, é benigna e costuma incomodar pelas manchas vermelhas e pela coceira intensa. A imunidade é por toda a vida, no entanto, como o vírus é o mesmo do herpes zoster (ou cobreiro), existe o risco de a pessoa com imunidade baixa desenvolvê-lo, caso não tenha sido imunizado.

Já os rotavírus, podem ser responsáveis por gastroenterite viral, uma infecção intestinal que causa vômitos, e diarreia. Os surtos podem ocorrer em creches ou após a ingestão de alimentos contaminados, como mariscos ou saladas. Muitas vezes, o alimento está contaminado por manipuladores de alimentos infectados.

Infecções meningocócicas e pneumocócicas

Neisseria meningitidis é um tipo de bactéria que pode causar infecções graves e ameaçadoras, como meningococcemia e meningite. Elas são frequentemente transmitidas por espirros, tosse, compartilhamento de copos ou utensílios, e ainda, contacto físico. Os sintomas dessas doenças incluem febre, dores, perda de apetite e desenvolvimento de uma erupção, que pode progredir para grandes hematomas.

Enquanto isso, a bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo) pode causar infecções em várias partes do corpo, sendo responsável por casos de meningite (inflamação na membrana cerebral e na medula espinhal), pneumonia, bacteremia (quando atinge a corrente sanguínea), artrite, otite média, sinusite e conjuntivite.

Hepatites

Hepatite significa inflamação do fígado e ela pode ser causada por uma grande variedade de toxinas, drogas e doenças metabólicas. Existem pelo menos cinco vírus da hepatite.

O vírus da hepatite A é transmitido por meio da ingestão de alimentos ou água contaminados com matéria fecal. A pessoa infectada pode eliminar o vírus nas fezes e, consequentemente, contaminar a água. Se a região não possui sistema de saneamento básico, essa mesma água contaminada será ingerida ou utilizada para limpeza de alimentos, renovando o ciclo de transmissão.

Já a hepatite B é transmitida por sangue infectado e fluidos corporais, embora também haja risco (mesmo que extremamente pequeno) de se contrair a doença por meio de transfusões de sangue. Pessoas com múltiplos parceiros sexuais podem estar particularmente em risco, assim como usuários de drogas que utilizam agulhas não esterilizadas e seringas.

Muita coisa, né? E a lista não está completa. Se você gostaria de saber mais sobre as vacinas que estão disponíveis na Bravacinas ou agendar uma data para colocar o seu cartão de vacinação em dia, entre em contato clicando aqui!

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